Os preços em Moçambique registaram um aumento de 0,16% no mês de Setembro, interrompendo dois meses consecutivos de deflação. De acordo com os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), partilhados pelas autoridades estatísticas nacionais, a inflação em Moçambique em termos homólogos desacelerou ligeiramente para 6,31%, contra os 6,45% registados no mês anterior.
Esta ligeira subida mensal surge após quedas consecutivas de preços de 0,28% em Agosto e de 0,26% em Julho. Entre os sectores que mais pressionaram o custo de vida destacam-se a restauração e hotelaria, a alimentação e bebidas não alcoólicas, e os transportes.
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Ao nível dos produtos, a cebola (11,4%), o milho em grão (10,4%), as viaturas usadas (3,9%) e o carapau (0,8%) foram os principais responsáveis pelo agravamento dos preços. Em contrapartida, registou-se uma redução nos preços de produtos de primeira necessidade como a couve (6,3%), o tomate (2,4%) e o feijão-manteiga (1,1%), o que ajudou a amortecer o impacto inflacionário global.
A análise geográfica revela comportamentos assimétricos no país. Apenas as cidades de Chimoio e Tete registaram deflação em Setembro, com reduções de 0,17% e 0,05%, respectivamente. O maior aumento de preços foi observado na Beira, com uma subida de 0,43%, seguida de Inhambane (0,37%) e Xai-Xai (0,32%). No acumulado do ano, Xai-Xai lidera com a taxa mais elevada de inflação (6,93%), enquanto Maputo apresenta a mais baixa (3,65%).
A inflação acumulada desde Janeiro fixou-se em 4,99%, mantendo-se dentro da meta governamental para o ano de 2026, estimada em cerca de 7%. Paralelamente, o Banco de Moçambique manteve recentemente a taxa de juro de política monetária MIMO em 9,25%, projectando a manutenção da inflação em níveis de um dígito no médio prazo.
