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Economia

Cahora Bassa garante abastecimento de energia a Moçambique até 2027 apesar do El Niño

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa assegura o fornecimento de electricidade ao país até 2027, implementando uma estratégia rigorosa de gestão de água face à seca provocada pelo El Niño.
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A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) garantiu que Moçambique continuará a ter um fornecimento seguro de electricidade durante os anos de 2026 e 2027. A garantia surge mesmo perante a forte probabilidade de seca severa associada ao fenómeno El Niño, que deverá reduzir significativamente a entrada de água na albufeira no próximo ano hidrológico.

Segundo a imprensa local, o presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, explicou durante a Conferência Internacional de Investimento de Tete que a empresa está a executar um plano estratégico de produção e gestão de reservas hídricas. O objectivo principal é salvaguardar o abastecimento de energia para o mercado nacional, bem como honrar os compromissos com os países vizinhos.

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Os dados operacionais indicam que o nível de armazenamento da albufeira situava-se em 56% em Maio, descendo para 52% no final do período chuvoso. As projecções apontam para uma descida para 50% em Dezembro deste ano, podendo atingir os 30% no final de 2027. Para mitigar o cenário, a HCB prevê receber uma afluência média de 1143 metros cúbicos por segundo e turbinar 1425 metros cúbicos por segundo, recorrendo de forma controlada às reservas acumuladas.

Face às previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que apontam para um El Niño forte entre Novembro de 2026 e Abril de 2027, com chuvas abaixo da média no Sul e Centro do país, a HCB adoptará medidas restritivas. Em 2027, a empresa planeia operar com uma média de 4,25 grupos geradores, limitados a uma potência de 150 megawatts, poupando água para os anos subsequentes.

Embora a redução do caudal possa afectar as exportações e os resultados financeiros da empresa, a prioridade absoluta será o consumo interno. “Do ponto de vista de segurança energética, 2026, 2027 e 2028 estamos tranquilos”, assegurou Tomás Matola.

Para 2027, estima-se uma produção de 13.037 gigawatts-hora (GWh), ligeiramente abaixo dos 13.200 GWh previstos para 2026. Paralelamente, a HCB mantém investimentos estruturais, como a reabilitação da Central Sul (avaliada em 574,6 milhões de dólares), o projecto de expansão da Central Norte para gerar mais 1.245 megawatts e a futura central solar fotovoltaica de 400 megawatts.

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Redação:

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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