A produção de camarão no Banco de Sofala está a registar uma redução significativa, com as capturas anuais a caírem de cerca de 2.500 para 1.500 toneladas. Perante este cenário, as autoridades governamentais defendem o reforço imediato da fiscalização para combater a pesca ilegal, o incumprimento do período de veda e a destruição acelerada dos ecossistemas de mangais.
De acordo com o Secretário de Estado na província de Sofala, Manuel Rodrigues, a diminuição das capturas está directamente associada à exploração desregrada dos recursos marinhos e à degradação da faixa costeira. As declarações foram prestadas durante uma visita efectuada na última sexta-feira à empresa PESCAMAR, localizada na cidade da Beira, onde o governante sublinhou a urgência de adopção de medidas de protecção ambiental.
Conteúdo Relacionado:
Na ocasião, Manuel Rodrigues apelou à comunidade de pescadores para que respeite rigorosamente o período de veda, que se estende de 1 de Outubro a Março, como instrumento essencial para a preservação das espécies. O dirigente defendeu igualmente o incremento da inspecção nos mercados locais para travar a especulação de preços e fiscalizar a comercialização do pescado.
A par dos desafios ambientais, o sector empresarial enfrenta pesadas restrições financeiras. Devido aos elevados custos operacionais, impulsionados sobretudo pela subida dos combustíveis, a empresa PESCAMAR viu-se forçada a reduzir a sua frota activa de 26 para apenas 12 embarcações. Apesar da redução do número de navios, a operadora mantém o emprego de cerca de mil trabalhadores sazonais durante os picos da temporada piscatória.
