A tarifa do transporte semi-colectivo de passageiros poderá sofrer um agravamento a qualquer momento nos cinco municípios que compõem a região metropolitana do Grande Maputo. A medida surge após o Governo central confirmar que já não dispõe de capacidade para subsidiar o sector, passados três meses desde a última subida dos combustíveis.
Segundo o Director Nacional dos Transportes e Segurança, Alberto Matusse, o executivo remeteu a responsabilidade de análise e decisão sobre o reajuste tarifário às autoridades municipais. O responsável explicou que, embora o serviço público deva manter os valores actuais, as tarifas aplicadas pelos operadores privados terão de ser avaliadas caso a caso pelos governos locais, em função dos custos operacionais de cada praça.
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A decisão do Governo surge num momento de forte pressão por parte da FEMATRO (Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários), que propõe um aumento de 5 Meticais no valor do bilhete. A agremiação justifica a proposta com a acumulação de prejuízos decorrentes do aumento dos custos de manutenção e da alegada falta de pagamento integral das compensações prometidas pelo Estado.
O esquema de compensações financeiras atribuía montantes entre 35 mil Meticais para veículos de 15 lugares e 141 mil Meticais para autocarros de maior capacidade. Contudo, o processo foi assinalado por diversas irregularidades e reclamações de transportadores que alegaram não ter recebido os valores devidos, culminando no encerramento da subvenção e na consequente revisão das tarifas pela administração autárquica.
