Uma unidade de produção de combustível, que opera alegadamente de forma ilegal no distrito do Dondo, está a provocar forte inquietação na população local devido ao despejo contínuo de resíduos tóxicos num terreno utilizado pela comunidade para a prática da agricultura.
Segundo a imprensa local, o material descartado é composto por óleos impróprios para utilização industrial, depositados junto ao muro da fábrica. O procedimento tem libertado odores nauseabundos e levantado fortes suspeitas de contaminação dos solos, com elevado risco de comprometer a subsistência das famílias que dependem das machambas daquela região.
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O cenário de insegurança agravou-se na tarde de sexta-feira, quando um incêndio deflagrou na zona onde os efluentes são acumulados. As chamas alastraram-se até ao terreno de uma empresa vizinha, queimando parte da vegetação e pequenas árvores de eucalipto, gerando momentos de grande apreensão entre os trabalhadores da área envolvente.
Na manhã do dia seguinte, sábado, os responsáveis pela infra-estrutura recusaram-se a prestar qualquer esclarecimento público. Entretanto, as entidades estatais de fiscalização e controlo ambiental confirmaram ter recebido a denúncia e garantiram que estão em curso acções para apurar os factos, responsabilizar os visados e travar a actividade ilegal.
