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Economia

LAM terá recusado aviões mais baratos antes de comprar frota Embraer por 25 milhões de dólares

A companhia aérea nacional pagou 25 milhões de dólares por duas aeronaves Embraer, valor significativamente superior a operações semelhantes no mercado internacional.
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A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) terá tido a oportunidade de negociar duas aeronaves Embraer E190 por valores mais acessíveis, acabando por desembolsar 25 milhões de dólares norte-americanos por dois aparelhos do mesmo modelo. A transacção da transportadora aérea nacional levanta fortes questionamentos sobre os critérios de eficiência e transparência aplicados na empresa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, uma companhia do Gana adquiriu, em Setembro de 2026, duas aeronaves do mesmo modelo à operadora chinesa Urumqi Airlines pelo montante total de 19,475 milhões de dólares. Em contrapartida, a operadora moçambicana desembolsou 25 milhões de dólares em Dezembro de 2025 à norte-americana Regional One. A diferença entre as duas transacções atinge os 5,525 milhões de dólares norte-americanos.

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Uma auditoria aos procedimentos da companhia identificou que a compra avançou sem deliberações formais do Conselho de Administração nem autorizações devidamente documentadas pelas entidades de tutela. Adicionalmente, foi assinalada a inexistência de estudos estruturados de viabilidade técnica, económica e financeira. A escolha do fornecedor deu-se por ajuste directo, sem recurso a concurso público ou consulta alargada ao mercado internacional.

Após a recepção dos aviões, inspecções técnicas detectaram danos estruturais e anomalias em componentes dos motores. As aeronaves foram encaminhadas para a África do Sul para trabalhos de recondicionamento, permanecendo fora de serviço durante vários meses. Até ao momento, apenas um dos aviões se encontra operacional na rede de voos da companhia.

A operação de compra contou com o apoio financeiro de várias empresas estatais, nomeadamente a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). O caso foi submetido à análise do Tribunal Administrativo para averiguar a legalidade, regularidade e conformidade financeira da aquisição, reforçando a exigência de rigor na gestão de recursos públicos.

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Redação:

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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