O Governo moçambicano prevê admitir apenas 2.920 novos docentes em 2027, um contingente significativamente abaixo do défice real verificado no país, onde são necessários cerca de 16 mil profissionais exclusivamente para responder às exigências do ensino primário.
A meta consta da proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2027. Atualmente, a forte pressão exercida sobre o sistema educacional reflete-se em mais de 40 mil professores a lecionar em regime de duplo turno, registando-se uma média nacional de 68 alunos por docente.
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O défice atinge proporções alarmantes na província de Nampula, onde faltam mais de três mil docentes, evidenciando a dimensão dos desafios estruturais enfrentados pelo sector público de ensino em Moçambique.
