Os Estados Unidos da América elevaram o nível de alerta de viagem para o Quénia de dois para três, recomendando que os cidadãos norte-americanos reconsiderem as deslocações àquele país da África Oriental, em virtude do surto de Ébola e das constantes ameaças à segurança pública.
A revisão das autoridades governamentais aponta riscos elevados relacionados com a criminalidade, raptos, terrorismo, agitação civil e problemas na segurança rodoviária. Washington mantém o nível quatro de alerta — o grau mais elevado, que desaconselha categoricamente qualquer viagem — para regiões específicas, incluindo os bairros de Eastleigh e Kibera, na capital Nairobi, além de áreas situadas em diversos condados.
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No sector sanitário, o Ministério da Saúde do Quénia reportou que o total de casos positivos de Ébola subiu para oito, após uma pessoa que cumpria quarentena ter testado positivo. Trata-se de um cuidador de doentes, de 49 anos de idade, que prestou assistência directa ao primeiro paciente diagnosticado no país.
Segundo o director-geral do Ministério da Saúde queniano, Patrick Amoth, as autoridades identificaram cerca de 130 contactos associados ao primeiro doente — um cidadão queniano de 40 anos que viajou a partir da República Democrática do Congo, transitando pelo Uganda, antes de falecer a 5 de Outubro num hospital de Nairobi. A grande maioria destes indivíduos permanece sob vigilância em isolamento.
Apesar da confirmação de novos infectados, os responsáveis pela saúde pública local asseguram que não existem evidências de transmissão comunitária descontrolada, mantendo o nível de risco para a população geral em patamares baixos, enquanto prosseguem os esforços governamentais para reforçar a vigilância e assegurar a segurança nos pontos estratégicos do país.
