Três funcionários do Hospital Provincial de Xai-Xai foram detidos na província de Gaza, indiciados pelo envolvimento num esquema de cobranças ilícitas aos utentes daquela unidade sanitária. Os valores exigidos aos pacientes variavam entre 500 e 30 mil meticais para garantir consultas, exames e tratamentos facilitados.
Entre os cidadãos sob custódia policial figuram um agente de serviço, um técnico de laboratório e um técnico de anestesia. O processo inclui também um técnico de radiologia e um médico especialista em ortopedia, de nacionalidade cubana, que vão responder ao processo em liberdade por não terem sido detidos em flagrante delito.
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A ação das autoridades decorre de sucessivas denúncias apresentadas por utentes, que visavam maioritariamente as áreas de maternidade, ortopedia e radiologia. O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Gaza, Júlio Nhamussua, confirmou o lavramento do auto de denúncia e garantiu o encaminhamento do caso para o Ministério Público.
A informação de que seis das vítimas teriam sido transferidas para o Hospital Central de Maputo para prosseguimento do tratamento médico ainda não foi confirmada de forma independente pelas autoridades de saúde.













