O Governo de Moçambique reafirmou o compromisso de reforçar o transporte de cabotagem marítima como uma alternativa estratégica ao transporte rodoviário de carga. A medida visa tirar partido dos cerca de 2.700 quilómetros de costa do país para otimizar a circulação de mercadorias e integrar as regiões Norte, Centro e Sul.
A intenção foi destacada pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, no âmbito do lançamento da Campanha Nacional de Comunicação da Cabotagem, realizado em Maputo. O governante sublinhou que a utilização regular da via marítima para a movimentação de mercadorias entre os portos nacionais é essencial para aliviar a carga sobre a rede viária e diminuir os custos operacionais do transporte em longas distâncias.
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A iniciativa dá continuidade a ações iniciadas em abril de 2025, altura em que o Presidente da República, Daniel Chapo, lançou oficialmente operações reforçadas de cabotagem com a integração de duas novas embarcações na frota nacional. Uma das embarcações possui capacidade de carga superior a nove mil toneladas, o equivalente ao volume transportado por aproximadamente 250 camiões pesados.
A estratégia abrange recintos portuários estratégicos como Maputo, Beira, Nacala e Pemba, pretendendo criar uma rede articulada em que o transporte marítimo atue de forma complementar às vias rodoviárias e ferroviárias existentes.
Apesar do potencial económico, a expansão do serviço enfrenta desafios operacionais e estruturais, incluindo o equilíbrio do fluxo de carga em ambos os sentidos das rotas marítimas, a capacidade de processamento dos portos e a necessidade de assegurar frequências regulares e tarifas competitivas para o setor privado.













