O mercado do ensino superior privado em Moçambique regista uma contínua expansão fora da capital do país. Desde 2021, contabiliza-se a abertura de pelo menos 11 novas instituições privadas, impulsionadas pela crescente procura por formação académica nas províncias, de acordo com relatórios do sector acompanhados pela imprensa local.
Os dados oficiais indicam que o número total de estudantes inscritos no ensino superior moçambicano cresceu de 237 777 em 2021 para 253 227 em 2023. Das novas unidades autorizadas a operar nos últimos três anos, a maioria estabeleceu-se fora da cidade de Maputo, com cinco instituições localizadas na região centro e três na zona norte, aproximando a oferta académica das necessidades locais.
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Esta dinâmica atrai diversificados perfis de investidores, incluindo empresários individuais, sociedades comerciais, fundações e organizações religiosas. Entre os empreendimentos em destaque consta a entrada da Universidade Alberto Chipande, sob a alçada da sociedade Globalvisa Protocolos, criada com um capital social inicial de 5 milhões de meticais detido por Rizuane Mubarak.
Outro investimento relevante inclui a Universidade Aberta ISCED, ligada ao grupo IAPED Holdings, que alocou perto de 180 milhões de meticais provenientes de receitas próprias para a edificação de um Centro de Recursos na KaTembe em 2025. O sector conta ainda com a consolidação da Universidade de Ciência e Tecnologia Joaquim Alberto Chissano, do Instituto Superior Politécnico de Engenharia e Ciências em Tete e da Universidade Íris.
A sustentabilidade financeira destas instituições assenta no ganho de escala e nas receitas das propinas. A expansão geográfica aliada ao ensino à distância e a modelos híbridos permite diluir os custos fixos com infra-estruturas, assegurando a cobertura de despesas operacionais com docentes, manutenção e laboratórios especializados através de novos investimentos.
