As Forças Armadas dos Estados Unidos elaboraram planos operacionais de ataque contra o território iraniano que contemplam o recurso à bomba GBU-43/B, comummente designada como a “mãe de todas as bombas”. A informação foi avançada nesta quinta-feira pela imprensa internacional.
Oito meses após o início das hostilidades directas com bombardeamentos conjuntos realizados pelos norte-americanos e por Israel contra posições em solo iraniano, Washington pondera agora recorrer ao mais potente engenho não nuclear do seu arsenal bélico. A eventual efectivação da medida representará uma subida substancial no nível de intensidade do conflito no Médio Oriente.
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De acordo com o planeamento estratégico militar, as acções operacionais visam atingir instalações nucleares e a rede de infra-estruturas energéticas no Irão. A concretização dos bombardeamentos permanece dependente de uma directiva executiva formal para a retoma das operações militares por parte do Presidente Donald Trump.
Em reacção ao cenário de tensão militar, as autoridades de Teerão reiteraram publicamente que não pretendem prolongar um conflito bélico sem termo previsível, contudo asseguraram que as forças nacionais prosseguirão os confrontos até que as exigências iranianas sejam formalmente aceites pela administração norte-americana.
Paralelamente à via militar, as hostilidades continuam a produzir repercussões imediatas na navegação marítima internacional. Esta quinta-feira, foram confirmados incidentes armados contra duas embarcações no Estreito de Ormuz, um corredor hidrográfico estratégico para a circulação global de ramas petrolíferas. A instabilidade nessa rota vital tem provocado aumentos generalizados no preço dos combustíveis à escala internacional.
