Um engenheiro de 24 anos, natural do Sri Lanka, foi condenado à pena de morte na Arábia Saudita, na sequência de um comentário publicado na rede social Facebook considerado ofensivo ao profeta Maomé. A decisão gerou uma intensa mobilização diplomática e judicial por parte do Governo do seu país de origem para tentar travar a execução.
Anojan Sivarasa, que trabalhava como engenheiro técnico numa fábrica de baterias em solo saudita desde Setembro de 2025, foi detido em Julho de 2026. A detenção ocorreu após capturas de ecrã de uma discussão online, realizada quando o jovem ainda se encontrava no seu país natal, terem sido enviadas ao seu empregador na Arábia Saudita.
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A 27 de Julho de 2026, o Tribunal Criminal de Al-Ahsa condenou inicialmente o jovem a cinco anos de prisão e ao pagamento de uma multa de três milhões de riais sauditas, ao abrigo da legislação local sobre crimes informáticos. Contudo, a acusação recorreu da sentença, solicitando que o caso fosse julgado ao abrigo da Lei Sharia.
A 17 de Setembro de 2026, o tribunal de recurso aceitou o pedido da acusação e agravou a sentença para a pena capital. As autoridades do Sri Lanka confirmaram a condenação a 22 de Setembro, anunciando o envio de uma delegação jurídica a Riade para prestar apoio à defesa e a submissão de um pedido formal de clemência ao rei da Arábia Saudita.
O caso reacendeu a preocupação internacional sobre a protecção concedida aos trabalhadores migrantes no Médio Oriente. De acordo com dados de organizações de direitos humanos, os cidadãos estrangeiros continuam a enfrentar barreiras linguísticas e acesso limitado à assistência legal, representando a maioria das execuções cumpridas no país nos últimos anos.
